As dietas, geralmente, fazem restrições a nutrientes importantes, como carboidratos, gorduras e proteínas, essenciais à saúde e ao equilíbrio do corpo humano. A nutricionista Betannya França Barros recomenda que os alimentos sejam consumidos em proporções balanceadas para que não haja problemas. “A maioria dessas dietas não são balanceadas, podendo causar deficiência de alguns nutrientes importantes. Por isso, não são indicadas por nutricionistas”, afirmou.
Existem milhares de livros sobre dietas populares, que prometem o emagrecimento rápido em pouco tempo, mas que não resolvem o problema de excesso de peso, pois, geralmente, só funcionam por um curto período. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma dieta deve ser constituída de aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 15 a 20% de proteínas e 25 a 30% de gorduras.
O fotógrafo Marcelo Duque de Faria, 35, fez uso de dietas milagrosas por mais de 15 anos, na tentativa de perder peso. “Fazia uso de todas as receitas que me falavam. Comecei a tomar remédios, dietas da sopa, do abacaxi, da lua e, quando emagrecia 10 quilos, assim que parava, engordava o dobro. Me sentia fraco e desanimado devido à falta de nutrientes”, explica.
A coordenadora Estadual de Alimentação e Nutrição da SES, Maria Beatriz Monteiro de Castro Lisboa, ressalta que essas dietas eliminam por completo o consumo de carboidratos, nutrientes responsáveis por fornecer energia ao organismo, em todos seus processos metabólicos. “Este tipo de dieta pode causar aumento do colesterol e da pressão sangüínea, deficiência de vitaminas e sais minerais, fadiga, sonolência e até mesmo coma hipoglicêmico, principalmente se utilizada por um período prolongado”, alertou.
Em muitos casos, a rotina desregulada e a conseqüente má alimentação são as responsáveis pelo aumento do peso, bem como por eventuais problemas de saúde. Para emagrecer de maneira saudável é importante manter uma alimentação variada, contendo todos os tipos de nutrientes necessários ao bem-estar do indivíduo. A Coordenação Estadual de Alimentação e Nutrição faz algumas orientações para uma dieta saudável. É importante:
- Estabelecer horário para as refeições, que devem ser de 5 a 6 por dia (café da manhã, lanche, almoço, lanche e jantar);
- Mastigar bem os alimentos;
- Beber cerca de 8 a 10 copos de água por dia;
- Evitar alimentos gordurosos;
- Preferir carnes grelhadas, cozidas ou assadas;
- Consumir frutas, verduras e legumes;
- Evitar o uso de bebidas alcoólicas e cigarro;
- Procurar manter o peso dentro da faixa de normalidade;
- Praticar atividade física sob orientação profissional.
Medicamentos
Em junho deste ano, a Gerência Estadual de Vigilância Sanitária em Medicamentos e Congêneres da SES alertou também que os medicamentos utilizados no tratamento da obesidade devem ter a indicação e a supervisão de um profissional especializado. O alerta foi realizado após os recentes acontecimentos envolvendo a utilização de produtos emagrecedores manipulados, adquiridos de forma irregular, A decisão sobre usar ou não um medicamento para emagrecer deve ser tomada sempre por um médico, baseando-se na avaliação criteriosa dos riscos e benefícios envolvidos."As pessoas, na busca desesperada pela beleza e estética, estão utilizando determinados medicamentos sem prescrição médica. Porém, por trás dessa ilusória rápida perda de peso escondem-se efeitos colaterais graves e pode causar, ainda, dependência química. Além disso, as fórmulas emagrecedoras que estão sendo comercializadas irregularmente passam a falsa idéia de não danificarem o organismo, pois são ditas 'naturais'", advertiu a gerente de Vigilância Sanitária de Medicamentos e Congêneres da SES, Teresinha Póvoa.
Especialistas e várias pesquisas já mostraram que o uso de drogas para emagrecer não é suficiente para uma perda de peso permanente, saudável e eficiente. A obesidade possui diversos fatores e, em um plano para emagrecimento, devem estar envolvidas as mudança nos hábitos alimentares, as atividades físicas e uma equipe de apoio, como médicos e nutricionistas.
"É mais aconselhável buscar acompanhamento de um profissional da nutrição, responsável pela elaboração do plano alimentar individual, no qual estão relacionados fatores clínicos, físicos e da rotina do paciente, uma vez que a obesidade está relacionada a fatores genéticos, ambientais e, até mesmo, culturais", finalizou a nutricionista da Coordenação Estadual de Alimentação e Nutrição, Joana Reis.
Autor: Débora Ozório


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